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Neuroma de Morton: saiba o que é, como evitar e tratamentos
Neuroma de Morton

Neuroma de Morton: saiba o que é, como evitar e tratamentos

O Neuroma de Morton é uma condição que causa dor na parte da frente do pé, especialmente entre o terceiro e quarto dedos, com o aumento de volume de um nervo localizado entre os ossos metatarsos. “Esse inchaço é geralmente provocado por sobrecarga crônica e tem os sapatos de salto alto e bico fino como grandes vilões da história, pois causam pressão excessiva nessa região”, aponta o ortopedista André Donato Baptista, especialista em cirurgia de pé e tornozelo. Sintomas incluem sensação de formigamento Além da dor intensa, o Neuroma de Morton provoca sensações de formigamento e até choques nos dedos e no peito do pé, principalmente quando a pessoa usa calçados mais apertados. Aí surge a dúvida: como saber que o pé está formigando e não outra situação? Neste caso, deve-se observar se há uma leve dormência, acompanhada por pontadas na pele e perda momentânea da sensibilidade. A advogada aposentada Vanda Lopes Alves, 65 anos, de São Paulo, descreve a sensação. “Parecia uma queimação, como se estivesse pisando em uma pedrinha”, conta ela, que foi diagnosticada com Neuroma de Morton há cinco anos. Como prevenir o Neuroma de Morton Para reduzir o risco de desenvolver a condição, o ortopedista André Donato Baptista recomenda: Use calçados confortáveis. Evite sapatos de bico fino e saltos altos, preferindo os modelos de, no máximo, 4 a 5 centímetros de elevação Alongue-se. Exercícios regulares de alongamento para as panturrilhas ajudam a diminuir a pressão na frente do pé. Aposte na distribuição de peso. Manter um bom suporte nos pés através de sapatos adequados reduz o impacto direto na região. Tratamento indicado para Neuroma de Morton “O tratamento envolve medidas que aliviam a pressão sobre o neuroma: usar calçados confortáveis, tomar medicação anti-inflamatória, fazer fisioterapia, usar palmilhas e até mesmo realizar infiltrações de corticoide”, detalha o médico. Se todas essas medidas falharem, a cirurgia para a retirada do neuroma pode ser indicada. Vanda Lopes Alves, após tentativas com tratamentos conservadores, optou pela cirurgia. “A recuperação levou algumas semanas e exigiu fisioterapia, mas finalmente me vi livre das dores”, relata. Ela revela que, desde então, passou a evitar sapatos de salto e mantém o conforto como prioridade. Mas a cirurgia cura mesmo? Segundo o ortopedista, sim. A intervenção cirúrgica é um tratamento definitivo para o problema. Por outro lado, em alguns casos, mesmo que as demais opções terapêuticas não curem, podem ser suficientes. A importância de cuidar dos pés O Neuroma de Morton é uma condição que pode ser prevenida com alguns cuidados simples, mas que precisam ser escolhas diárias durante toda a vida. Por exemplo, optar por calçados adequados e perceber os sinais do corpo são medidas essenciais para proteger os pés de problemas futuros. Nesse sentido, Vanda deixa um recado para as mulheres que sofrem com o desconforto dos saltos: “O que é bonito hoje, amanhã pode ser motivo de cirurgia e dores. O desconforto nunca está na moda”. Embora em alguns casos o sapato alto seja visto como obrigatório, relatar as dores decorrentes do uso ao ortopedista pode ajudar a identificar o problema e conseguir um laudo médico, suficiente para a troca do calçado, mesmo no ambiente de trabalho. Ou seja, com prevenção e tratamento adequado, é possível controlar e até eliminar os sintomas, mantendo os pés saudáveis e livres de dores no dia a dia.

Como evitar dores de joanetes
Joanete

Como evitar dores de joanetes

O joanete inflamado causa uma dor intensa no pé. Isso acontece frequentemente com quem tem essa condição e usa calçados que não acomodam a saliência do osso — o que cria uma pressão sobre o joanete, causando uma inflamação da bursa (um saco cheio de líquido que envolve e amortece essa articulação). Um fator determinante para o agravamento do joanete é o uso de calçados estreitos, de bico fino ou de salto alto, especialmente por quem tem o formato do pé mais quadrado e largo. “O uso de calçados inadequados causa dor, mas isso não acontece com todo mundo que tem joanete. A dor depende muito das atividades do dia a dia. Quem anda muito pode sentir mais do quem não se movimenta”, afirma o médico ortopedista Isnar Moreira de Castro Junior, especialista em pé e tornozelo e chefe do grupo de pé e tornozelo do Instituto Nacional de Traumato Ortopedia (INTO). Ele explica que a progressão do joanete pode desviar ainda mais o dedão para dentro, entortando os dedos menores e causando dor neles também. “O grande problema do joanete é a dor e a deformidade progressiva do primeiro dedo”, completa. O que pode evitar o joanete inflamado? Usar um calçado apertado demais causa um atrito que irrita a região e causa dor. “Uma vez que você começou a ter o joanete, existe uma tendência de ele ir piorando ao longo da vida. O calçado que a pessoa precisa usar para não piorar a situação é o que é compatível com a largura do seu pé”, afirma Castro Junior. O ideal é evitar usar calçados de salto alto e bico fino. “Eles são os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da deformidade e devem ser evitados como forma de minimizar a sua progressão”, diz o médico ortopedista José Sanhudo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Se não for possível evitar o uso desse tipo de sapato, Castro Junior recomenda alterná-lo com calçados mais largos para dar um descanso para os pés depois de ser submetido ao estresse causado por esse tipo de sapato. Para evitar as dores, ele indica usar protetores, calçados largos e fazer exercícios ou fisioterapia específicos para o pé. “Os protetores aliviam a dor porque protegem as áreas que estão sob pressão no calçado. Quando já existe a deformidade, você tem áreas onde o osso é mais proeminente, fica em atrito e dói”, explica Castro Junior. Ele reforça a importância de aliar esse cuidado com os pés ao uso de calçados confortáveis. “Se você continuar usando os mesmos sapatos apertados, vai continuar doendo”, diz. “Também é preciso diminuir o esforço dos pés. Uma pessoa que corre, por exemplo, se sentir dor, deve treinar menos.” 5 dicas para não ter dor nos joanetes Use sapatos confortáveis Para aliviar a pressão do corpo sobre o joanete, o primeiro passo é usar sapatos compatíveis com a largura do seu pé e flexíveis na biqueira para acomodar o joanete. Evite salto alto O ideal é manter sempre os calcanhares baixos e usar saltos de até 2,5 cm. O calçado de salto alto força os dedos para frente e piora o joanete. Não use bico fino Os calçados que têm a parte superior estreita podem fazer a joanete se desenvolver; então, é bom não usá-los. Proteja o joanete No dia a dia, você pode usar protetores de joanete na área que costuma ser pressionada pelo calçado. Antes, veja se o sapato tem espaço suficiente para acomodá-los. E quem tem que usar sapato social? Não faça isso todos os dias. Alterne com um calçado mais largo para que o pé possa descansar do estresse causado ao joanete.

Pés rachados e trabalho em pé: como aliviar o problema
Calcanhar Rachado

Pés rachados e trabalho em pé: como aliviar o problema

Ficar horas em pé faz parte da rotina de trabalho de muita gente. O problema é que, com o passar do tempo, o corpo costuma cobrar a conta, sobretudo dos pés. Pele mais grossa, ressecamento e até fissuras são alguns dos problemas comuns. Isso aconteceu com o açougueiro Bruno Morais, de 50 anos. Acostumado a longas jornadas, ele começou a perceber mudanças nos pés ao longo dos anos, com o calcanhar ficando mais grosso e o surgimento das rachaduras. “No fim do dia, até doía para andar, mas ignorei por muito tempo. Agora minha namorada me ensinou a cuidar melhor: passar um hidratante mais potente após o banho, não usar chinelo com frequência e trabalhar com sapatos confortáveis”, conta. Quem trabalha em pé sofre mais Não é coincidência: quem passa o dia em pé realmente tem mais chance de desenvolver rachaduras nos pés. Segundo a podóloga Simone Bonani, o problema está na pressão constante sobre os calcanhares. “O peso do corpo, somado ao atrito, favorece o espessamento da pele. Com o tempo, o ressecamento, aliado à carga contínua, leva às fissuras”, explica a profissional. No entanto, isso não acontece de uma hora para a outra. O processo é gradual e começa pelo ressecamento. Quanto mais ressecar, mais grossa a pele fica. É aí que surgem as rachaduras, que podem até mesmo sangrar e doer. Quando o problema deixa de ser estético Nem toda rachadura é igual. Além disso, em alguns casos, o quadro deixa de ser superficial e afeta o dia a dia da pessoa para além da estética. Os principais sinais de alerta são: fissuras profundas; dor ao caminhar; sangramento; vermelhidão; sensibilidade na região. Diante de tais situações, Simone Bonani recomenda procurar um profissional para evitar complicações. Isso porque ter um ou mais desses sintomas indica que a pele já perdeu sua função de barreira protetora. O que ajuda (ou piora) no dia a dia A boa notícia é que alguns cuidados simples fazem diferença, sobretudo para aqueles trabalhadores que, assim como o açougueiro Bruno Morais, não conseguem evitar longos períodos em pé. Vale apostar em: hidratar os pés todos os dias, principalmente após o banho; manter a pele sempre limpa e seca; evitar andar descalço; fazer a remoção de calosidades com um profissional. “O tipo de calçado também pesa muito. Sapatos confortáveis e com bom amortecimento ajudam a reduzir o impacto. Já modelos abertos ou muito rígidos tendem a piorar o quadro”, afirma a podóloga Simone. Por último, vale um ponto de atenção: nada de tentar remover a pele em casa com lâminas ou objetos cortantes. Essa prática pode agravar as fissuras e aumentar o risco de infecção, especialmente em pessoas com diabetes.

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Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente
Penteados e Produtos

Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente

O momento de pentear o cabelo das crianças nem sempre é tão agradável assim. Muitas vezes, o que era para ser um cuidado se torna um desafio, com direito a bastante choro e reclamações. Mas talvez a culpa não esteja no pente nem na escova. Aprender a fazer do jeito certo de desembaraçar os fios importa muito. Quem concorda com isso é a auxiliar de escritório Thifany Araújo, mãe de uma menina de 4 anos. Pouco tempo atrás, os cuidados capilares pós-banho envolviam gritaria e, vez ou outra, até correria pela casa. Com o cabelo cheio e comprido, a filha reclamava que a escova puxava muito e aquilo lhe causava dor. “Ela já começava a gritar quando eu pegava as coisas para pentear o cabelo. Muitas vezes, saía correndo e eu tinha que ir atrás. Como a gente estava sempre atrasada, parecia mais uma disputa entre nós duas do que um momento de cuidado”, lembra. Nem sempre o problema é o pente Segundo a cabeleireira Rô Freire, especialista em atendimento infantil no complexo de beleza Pelle Capelli, é muito comum ouvir dos pais que a criança “odeia pentear o cabelo”. No entanto, normalmente o problema não está no instrumento em si, mas na forma como ele é usado. “Quando o desembaraço é feito com pressa, força ou sem preparo prévio dos fios, a experiência se torna desconfortável mesmo. Além disso, nem sempre o pente é a melhor opção, já que hoje existem escovas e acessórios desenvolvidos para diferentes tipos de cabelo e níveis de sensibilidade”, explica a profissional. Se o utensílio não é adequado ou o cabelo não está preparado, a criança pode associar o momento à dor e à tensão. Com o tempo, isso faz com que a resistência infantil apareça antes mesmo de o cuidado começar. Por outro lado, um toque mais delicado transmite segurança, enquanto a conversa durante o processo ajuda na distração. Pequenos ajustes fazem diferença De acordo com a cabeleireira, pequenas mudanças na rotina podem transformar completamente a experiência de pentear o cabelo da criança. A forma de desembaraçar os fios, o horário escolhido e até o tipo de instrumento utilizado influenciam diretamente no conforto durante o processo. Por isso, ela recomenda: desembaraçar os fios ainda úmidos; começar sempre pelas pontas e subir gradualmente até a raiz; usar movimentos leves e contínuos para evitar puxões; optar por pentes de dentes largos ou escovas próprias para cabelo infantil; evitar pentear o cabelo totalmente seco ou começar diretamente pela raiz; aplicar produtos que reduzam o atrito durante o desembaraço; Além disso, cada tipo de cabelo pede uma abordagem diferente. Os lisos embaraçam menos, mas formam nós finos, enquanto os ondulados precisam de atenção no comprimento e funcionam melhor úmidos e com creme. Já os cacheados exigem produtos e pentes específicos. Para os crespos, hidratação e divisão em mechas são a melhor alternativa. Quando o cuidado vira conexão Para a especialista Rô Freire, criar uma rotina tranquila e previsível é a chave para transformar o momento do penteado em algo mais leve. Embora isso pareça difícil, ela recomenda algumas estratégias que ajudam muito no processo: escolher horários em que a criança não esteja com sono ou fome; conversar e explicar o que está sendo feito; tornar o momento algo lúdico e tranquilo; permitir que a criança participe da escolha do penteado; elogiar o cabelo do pequeno; colocar uma música ou permitir que ela assista a algo durante o processo. Na casa de Thifany, pequenas mudanças na rotina realmente fizeram diferença. “Comecei a comprar produtinhos de cabelo de criança e a gente faz tipo um ‘spa’ juntas. Também passei a lavar o cabelo dela à noite para já estar mais arrumado de manhã. Vamos conversando, escolhendo o penteado e ela se distrai”, compartilha. Mesmo assim, ainda há dias de dificuldade e isso é totalmente normal. O importante é adotar medidas que tornem o momento mais tranquilo e respeitar as emoções da criança.

O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal
Sono e Soneca

O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal

Nos primeiros dias em casa, muitos pais se assustam ao perceber que o recém-nascido parece passar mais tempo dormindo do que acordado. É comum baterem as dúvidas: será que meu bebê dorme muito? Será que existe um período considerado normal? Devo acordar meu bebê para mamar? Spoiler: não precisa de tanta preocupação. O pediatra Luis Bonilha, do dr.consulta, garante que dormir bastante faz parte do desenvolvimento esperado nessa fase inicial da vida. “Das 24 horas do dia, o recém-nascido tende a dormir entre 16 e 20 horas, com despertares para mamar”, esclarece. E aí: quando o sono é considerado normal? Apegar-se ao relógio nem sempre é o melhor caminho. Além das horas dormidas, o médico destaca que o comportamento do bebê quando está acordado também importa. Isso porque um recém-nascido saudável costuma: acordar para mamar; sugar bem; reagir aos estímulos. Também é recomendado observar o contexto: molhar várias fraldas por dia e ganhar peso adequadamente são ótimos indicadores de que tudo está dentro do previsto. Se isso estiver acontecendo, os pais e cuidadores podem ficar tranquilos: o sono é fisiológico. É preciso acordar para mamar? Segundo o especialista Luis Bonilha, pode ser necessário acordar o bebê para mamar nas primeiras semanas de vida, caso ele passe muitas horas sem se alimentar. Essa orientação costuma valer até que o recém-nascido apresente bom ganho de peso, acompanhado nas consultas regulares com profissionais. “A puericultura é o acompanhamento periódico feito pelo pediatra para avaliar crescimento e desenvolvimento. Manter a frequência nessas consultas é essencial para garantir que tudo esteja evoluindo como esperado”, orienta. Esses encontros também são fundamentais para definir abordagens individualizadas. Por exemplo, esclarecer o intervalo entre cada mamada e saber quando se deve (ou não) interromper o sono para realizar a amamentação. O sono como sinal de alerta Na maioria das vezes, dormir muito é normal, mas o pediatra Luis Bonilha sugere avaliação médica quando o bebê: não acorda para mamar; mama pouco; fica muito “molinho”; não ganha peso. Esses sinais devem ser relatados em consultório para uma investigação mais detalhada, se necessário. A melhor estratégia e o segredo para observar o cenário sem ansiedade envolvem ter um profissional de confiança por perto. “A puericultura dá tranquilidade às famílias e ajuda a identificar precocemente qualquer alteração”, reforça o médico.

Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis
Adaptação e Ambiente

Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis

Quando um adulto entra em um cômodo, ele enxerga organização e funcionalidade. Já a criança pequena vive o ambiente a partir do corpo e, literalmente, do chão. É engatinhando, sentando, se levantando e andando que ela explora o mundo e constrói seu desenvolvimento. Como adaptar a casa à infância, então? A terapeuta ocupacional Lígia Carvalho expõe que pensar a “casa vista do chão” significa mudar completamente o ponto de referência. Isso envolve observar altura, alcance e visibilidade entre 30 e 90 centímetros do chão, além de identificar obstáculos invisíveis aos adultos, como quinas, fios, excesso de estímulos visuais, textura e qualidade do piso e até a estabilidade dos móveis. “Quando o ambiente favorece a ação, promove desenvolvimento. Mas quando restringe, limita experiências motoras, sensoriais e cognitivas. A criança pequena vive o mundo a partir do corpo e precisa de oportunidades de exploração espontânea”, afirma a mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil. Pequenas adaptações funcionam bem O acesso aos objetos e aos espaços permite que o pequenino aja ativamente sobre o ambiente, sem depender do adulto para mediar todas as experiências. Ao iniciar ações, explorar, tentar, errar e ajustar movimentos, ele acaba fortalecendo habilidades importantes, como a autonomia, a autoconfiança e o senso de competência. Para isso, pequenas adaptações estruturais já fazem diferença: Na sala: brinquedos em caixas acessíveis, tapete firme e antiderrapante e estantes baixas e abertas favorecem visualização e rotatividade dos itens. No quarto: cama baixa ou colchão no chão, cabideiros na altura da criança, cestos com identificação e espelho seguro estimulam a consciência corporal. Na cozinha: uma gaveta com utensílios seguros, participação supervisionada em tarefas simples e quadros com rotina diária e semanal aproximam a criança das atividades reais da casa. Segundo Lígia, ao manipular, transportar, alcançar, subir, agachar e organizar objetos, a criança aprimora o planejamento motor, equilíbrio, força e coordenação fina e global. Isso porque o movimento é uma necessidade biológica e o contato com diferentes materiais (madeira, tecido, borracha) amplia o repertório motor, sensorial e cognitivo. Segurança X descobertas Existe diferença entre um ambiente apenas seguro e outro que realmente favorece a exploração. O desenvolvimento acontece justamente no equilíbrio entre segurança e desafio graduado, já que ambientes excessivamente restritivos podem reduzir iniciativa e curiosidade. “Um espaço apenas seguro tende a remover riscos, restringir acesso e focar exclusivamente na prevenção de acidentes, enquanto um ambiente que favorece a exploração continua sendo seguro, mas permite testar hipóteses, variar experiências e estimular movimento ativo na medida certa”, reforça a terapeuta Lígia Carvalho. Para equilibrar a liberdade com limites, a orientação é organizar o ambiente para reduzir riscos graves sem transformar tudo em “não”. Isso inclui: definir áreas de “sim” e “não”; adaptar antes de recorrer apenas à proibição; oferecer alternativas seguras; manter previsibilidade na organização; supervisionar sem interferir constantemente. A observação é fundamental, pois cada criança responde de forma diferente conforme a idade e o momento do desenvolvimento. Ambiente organizado reduz conflitos De acordo com a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em comportamento infantil, adaptar a casa à fase da criança é capaz de reduzir grande parte dos conflitos do dia a dia. Muitas birras não acontecem por desobediência, mas porque o ambiente não está adequado à curiosidade e à necessidade de movimento dessa fase. “Quando tudo é proibido, surgem frustração constante, irritabilidade, oposição frequente e pais exaustos, criando um ciclo repetitivo de confronto. Ao organizar a casa considerando altura, segurança e necessidade de ação, diminuem-se embates e favorece-se a autorregulação na rotina”, argumenta a profissional. Entretanto, Silvia destaca que a autonomia é a independência com limite. Deixar acessível o que pode e retirar do alcance o que não pode ensina com estrutura, sem permissividade excessiva. Veja algumas dicas por idade: até 2 anos: a criança pode guardar itens junto com o adulto; de 3 a 5 anos: participa respeitando caixas identificadas e combinados simples; de 6 a 9 anos: assume pequenas responsabilidades; a partir dos 10 anos: já é possível negociar organização e planejamento. “Quando a casa coopera, a rotina se torna mais leve e o crescimento acontece com mais segurança emocional”, garante a neuropsicopedagoga.

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