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Desodorante para os Pés Jato Seco Menta Fresh 92g / 150ml – Tenys Pé Baruel

Desodorante para os pés jato seco com frescor da menta. Combate 99% dos fungos e bactérias. Não deixa resíduos.

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Quantidade

150 ml

Benefícios

• Antisséptico
• Combate 99% de Fungos* e Bactérias**
• Ajuda a evitar frieiras e micoses
• Elimina o mau odor
• Dermatologicamente testado
• Ideal nas atividades esportivas

Dicas de Uso

Agite antes de usar o Tenys Pé Menta Fresh Jato Seco

Aplique o produto a uma distância de 15 cm dos pés.

Espere secar antes de calçar meias e/ou calçados.

Resultado

O jato seco proporciona rápida absorção e não deixa resíduos visíveis nos pés.

Pés secos e cheirosos com proteção diária.

Pés livres de fungos* e bactérias**

Ingredientes

INGREDIENTS: BUTANE, PROPANE, ISOBUTANE, ALCOHOL, PARFUM, ISOPROPYL PALMITATE, DECYLENE GLYCOL, AQUA, CAMPHOR, BENZYL SALICYLATE, LINALOOL, LIMONENE.

Mais sobre Desodorante para os Pés Jato Seco Menta Fresh 92g / 150ml – Tenys Pé Baruel

Desodorante para os pés Tenys Pé Baruel Menta Fresh Jato Seco oferece ação antisséptica e combate 99% dos fungos* e bactérias**. Ajuda a evitar frieiras e micoses nos pés. O poder refrescante da menta é ideal para climas quentes.

Mantém os pés sempre secos, cheirosos e protegidos com ação desodorante, além de ajudar na conservação do calçado.

Não deixa resíduos e é fácil de aplicar. O desodorante Tenys Pé Baruel Menta Fresh Jato Seco elimina o mau odor.

Ideal para antes e depois de atividades esportivas.

Dermatologicamente testado. O Tenys Pé Menta Fresh possui o poder refrescante da menta.

Fungos* Trichophyton Interdigitale, Trichophyton Rubrum.
Bactérias** Staphylococcus Aureus, Corynebacterium Xerosis

Recomendações

Uso externo. Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Usar sob orientação de um adulto. Não usar se a pele estiver irritada ou lesionada. Evitar contato com os olhos, caso isto ocorra, enxágue abundantemente com água. Usar somente nas áreas indicadas seguindo as instruções do modo de uso. Evite a inalação direta deste produto. Em caso de irritação suspender imediatamente o uso e procurar um médico. Conservar em local seco e fresco. Não indicado para cuidados íntimos. Inflamável. Não perfurar, nem incinerar, mesmo depois de vazio. Recipiente sob pressão: pode estourar se aquecido. Mantenha a lata longe do calor, superfícies quentes, faíscas, chamas abertas e outras fontes de ignição. Não pulverize sob chamas e outras fontes de ignição. Não expor ao sol nem a temperaturas superiores a 50°c. Proteger os olhos durante a aplicação. Não reutilizar a embalagem para outros fins.

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Perguntas frequentes

Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.

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Guia dos pés: um cuidado para cada idade
Cuidado Diário

Guia dos pés: um cuidado para cada idade

Com a idade, nossos pés vão mudando — e os cuidados diários também. Saiba como tratá-los bem desde a infância até a velhice. A rotina de cuidados com a saúde dos pés varia conforme a idade. Afinal, a estrutura do pé vai mudando a cada fase — e o estilo de vida de crianças, adolescentes, adultos e idosos é bem diferente. Se na infância o banho é a parte mais importante, a partir da puberdade o cuidado se estende para o uso de desodorantes para os pés para evitar o mau odor. E, conforme envelhecemos, o uso do hidratante vai se tornando mais essencial para proteger essa parte do corpo. Confira, a seguir, os principais cuidados que devemos ter com a saúde dos pés ao longo da vida. Infância: foco no banho Na infância, a preocupação maior é com a limpeza no banho, pois as crianças costumam andar descalças com frequência e, no final do dia, estão com os pés bem sujos. “A pele da criança, como a do idoso, precisa sempre de cuidado para evitar dermatites de contato. As crianças devem usar sabonete neutro no banho, e é recomendável usar o antibacteriano quando vão para o parque ou a praia sem calçados”, afirma o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Adolescência: hora de usar desodorante para os pés Durante a puberdade, as alterações hormonais nos fazem transpirar mais do que antes. Nossos pés têm cerca de 250 mil glândulas sudoríparas — a maior concentração em todo o corpo —, então é fácil entender por que o mau odor nessa região é um problema comum nessa idade. Para evitar esse cheiro nada agradável, além de lavar e secar bem os pés todos os dias, é indicado começar a usar o desodorante para os pés (um hábito, aliás, para a vida toda). “Devido a uma condição hormonal, nessa fase da vida as glândulas sudoríparas trabalham em dobro, favorecendo a transpiração excessiva e, consequentemente, o mau odor proveniente da proliferação de bactérias”, explica Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. “Para evitar a bromidrose [mau cheiro], às vezes é necessário higienizar os pés mais de uma vez por dia e usar produtos antissépticos e que diminuem a transpiração.” Quem sua mais no pé pode aplicar o desodorante em pó, que tem maior capacidade de absorver essa umidade. O uso do desodorante também é importante para evitar infecções por fungos e bactérias, que podem causar micoses e frieiras (ou pé de atleta), especialmente em quem costuma frequentar ambientes públicos úmidos, como piscinas e banheiros coletivos. Depois de higienizar o pé, é bom lembrar sempre de usar meias e calçados limpos, além de deixar sapatos e tênis arejando por ao menos 24 horas antes de vesti-los novamente. “Quem tem bromidrose deve lavar os tênis toda semana”, diz Queiroz. É nessa fase também que se começa a cortar as unhas sem a ajuda de pais e cuidadores. Então, vale um cuidado extra: sempre aparar as unhas em linha reta, sem bordas curvas, para evitar a unha encravada. Fase adulta: cuidado com os calçados Na vida adulta é preciso continuar seguindo os hábitos de higiene aprendidos na adolescência, com a adição de mais uma etapa. Depois do banho e do desodorante, é bom começar a usar um hidratante especial para os pés todos os dias. “Na fase adulta, os pés começam a ficar ressecados”, explica Queiroz. Quem usa sapato social ou de salto deve prestar atenção ao conforto dos pés e dar um descanso a eles. Isso porque o uso frequente de sapatos apertados (especialmente de bico fino) pressiona os dedos e pode acabar favorecendo o aparecimento do joanete, uma saliência do osso do metatarso que causa dor e deixa a pele da região avermelhada e mais sensível. Ficar muito tempo com os pés cobertos por meias e sapatos também pode acabar causando mais bolhas e rachaduras na pele, que podem ser uma porta de entrada para microrganismos que causam doenças como micose e frieira (ou até para infecções mais graves, como a erisipela). Por isso, depois do banho, é sempre bom dar uma conferida nos pés para ver se existe alguma ferida ou sinais de infecção — e procurar um(a) especialista ao detectar problemas. Terceira idade: reforço na hidratação Conforme envelhecemos, nossos pés vão ficando mais ressecados e rígidos. Por isso, além de caprichar na hidratação, é preciso também usar calçados confortáveis, que proporcionem um bom amortecimento. “Pessoas idosas precisam fazer uma hidratação diária dos pés, especialmente quem tem diabetes, para evitar o ressecamento e o surgimento de doenças”, reforça Queiroz. Os pés dos idosos são particularmente vulneráveis a doenças e lesões, que podem ser agravadas pelo diabetes e outras condições. “O diabetes, quando descompensado, causa uma neuropatia, que é falta de sensibilidade nos pés. Por isso é ainda mais importante fazer essa averiguação nos pés para evitar feridas e até gangrena”, completa o especialista.

Pé chato: como identificar os sinais em casa
Pé Chato ou Pé Plano

Pé chato: como identificar os sinais em casa

Pé totalmente apoiado no chão, desgaste irregular do calçado e cansaço frequente nas pernas podem ser alguns sinais de pé chato. Embora o diagnóstico completo dependa de avaliação profissional, alguns testes caseiros ajudam a identificar a condição e até avaliar se é hora de procurar ajuda especializada. A fisioterapeuta Tatiane Roschel, da clínica Movimento & Postura, esclarece que pé chato e pé plano são a mesma condição: a redução ou ausência da curvatura natural na parte interna dos pés. Pode parecer irrelevante, mas esse arco é importante para absorção de impacto, equilíbrio e distribuição da carga do corpo durante os movimentos. “O pé é a base de todo o alinhamento corporal. Por isso, qualquer alteração nessa região pode acabar repercutindo no corpo inteiro”, observa a profissional. Quais sinais podem indicar pé chato? Algumas características costumam aparecer com mais frequência em pessoas com pé plano. O principal indício é a ausência da “curvinha” interna dos pés, fazendo com que praticamente toda a sola fique apoiada no chão. Outros sinais importantes incluem: desgaste maior na parte interna do calçado; tornozelos inclinando para dentro; dificuldade para manter equilíbrio; cansaço nos pés após muito tempo em pé; dores nos pés, joelhos ou lombar. Tatiane explica que alterações na pisada também podem provocar compensações em outras partes do corpo, uma vez que há perda da eficiência na absorção de impacto e no alinhamento biomecânico ao longo do tempo. Testes simples ajudam na triagem Recorrer a testes caseiros pode ser útil para identificar se é caso de buscar avaliação médica, sobretudo quando há outros sintomas associados. A seguir, a profissional Tatiane Roschel compartilha algumas possibilidades: Reflexo no espelho: fique descalço em frente ao espelho e observe se existe curvatura interna nos pés ou se os tornozelos parecem “cair para dentro”; Ponta dos pés: suba na ponta dos pés e note se o arco aparece. Se for possível vê-lo, pode ser um pé plano flexível. Caso não, pode indicar rigidez e necessidade de avaliação; “Teste da pisada” ou “teste do pé molhado”: molhe a sola do pé, pise em uma superfície seca e observe o formato da pegada. Uma curva bem definida aponta para um arco normal, enquanto pisadas completas são sinal de pé chato. Quando buscar um médico Vale lembrar que esses resultados da autoavaliação não são diagnósticos médicos e não substituem a consulta com um profissional especializado. Por isso, a fisioterapeuta Tatiane Roschel recomenda procurar um especialista em casos de dor frequente (nos pés ou pernas), dificuldade para caminhar, desgaste rápido dos calçados e alterações visíveis na postura. Ela também chama atenção para os casos infantis: crianças com alterações persistentes nos pés após os seis ou sete anos devem ser avaliadas para acompanhamento adequado.

Posso ter esporão nos dois pés? Especialistas respondem
Esporão de Calcâneo

Posso ter esporão nos dois pés? Especialistas respondem

É fato: sentir dor no calcanhar, característica comum em casos de esporão de calcâneo, já dificulta a rotina. Quando o incômodo aparece nos dois pés ao mesmo tempo, o impacto costuma ser ainda maior. A boa notícia é que existem caminhos para aliviar a dor e evitar a progressão do quadro. Entender a origem do esporão, ajustar a marcha e adotar cuidados específicos ajudam no controle dos sintomas. O ortopedista Eduardo Novak, do Hospital Universitário Cajuru, explica que o esporão do calcâneo é uma calcificação que se forma na região onde a fáscia plantar se liga ao osso do calcanhar. “Esse tecido fibroso ajuda a manter a curvatura do pé e, quando submetido à tração repetida ao longo dos anos, pode sofrer microlesões”, detalha. Como resposta disso, o organismo produz a calcificação, ou seja, o esporão. Quando ocorre nos dois pés, é por causa da distribuição de peso entre eles, que costuma ser semelhante. Assim, se a sobrecarga acomete ambos os lados, o problema também pode surgir bilateralmente. Esporão bilateral indica algo mais grave? Calma! Ter esporão nos dois pés não é incomum e não significa, necessariamente, um quadro mais grave. Isso indica que ambos os pés estão sendo submetidos a tensões parecidas. Apesar de o corpo não ser perfeitamente simétrico, alterações similares podem se desenvolver nos dois lados ao mesmo tempo. Quando a dor é bilateral, o tratamento costuma exigir mais conscientização do paciente, já que proteger apenas um pé se torna impossível. Até porque, mesmo nos casos em que a dor aparece em apenas um dos membros, os exercícios e cuidados devem ser feitos bilateralmente para evitar que o problema se instale no outro lado. Mas nem sempre dói Embora o esporão apareça nas radiografias, ele não é a causa primária da dor. O desconforto está relacionado à inflamação ou irritação da fáscia plantar, submetida à tração excessiva por encurtamento, sobrecarga de peso ou uso inadequado de calçados. Por isso, é comum encontrar pessoas com esporão visível no exame de imagem sem sintomas. O ortopedista Eduardo Novak mostra que estudos indicam que até 20% da população pode ter essa calcificação de forma assintomática. E mais: tratar a fáscia costuma aliviar a dor, mesmo que o esporão permaneça. Quando investigar com mais cuidado? Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. A radiografia auxilia na identificação do esporão, mas exames complementares podem ser solicitados quando: A dor é persistente ou não melhora com o tratamento inicial; Há suspeita de outras causas associadas; O quadro foge do padrão típico da fascite plantar. Desde as primeiras dores até quadros mais sérios, o ortopedista é o especialista médico mais indicado para acompanhar o paciente. O impacto não se resume aos pés Do ponto de vista funcional, a fisioterapeuta Mayara Barbosa, do Hospital São Marcelino Champagnat, esclarece que a dor nos dois calcanhares dificulta as compensações naturais da marcha. Para evitar o impacto, o corpo passa a adotar adaptações automáticas, como: Passos mais curtos e lentos; Apoio mais plano do pé no solo; Transferência de carga para o antepé; Redução da mobilidade do tornozelo. Com o tempo, essas alterações podem gerar sobrecarga em joelhos, quadris e coluna, além de aumentar o gasto energético e provocar fadiga precoce. Tratamento bilateral Quando o esporão afeta ambos os pés, a fisioterapia tem papel central na reorganização do movimento. O foco não é apenas aliviar a dor, mas evitar compensações que levem a novos problemas. Entre as prioridades estão: Orientações sobre o apoio correto do pé no solo; Ajustes na marcha e nas atividades do dia a dia; Escolha adequada de calçados; Controle do tempo em pé e da exposição ao impacto. “Alongamentos da panturrilha, ganho de mobilidade do tornozelo, fortalecimento dos membros inferiores e reeducação da pisada ajudam a distribuir melhor as cargas e reduzem a tensão sobre a fáscia plantar”, analisa a fisioterapeuta Mayara. Cuidados que fazem diferença Os profissionais destacam que algumas medidas simples auxiliam no controle da dor e na prevenção da piora do quadro bilateral: Usar calçados com curvatura adequada no arco do pé; Evitar rasteirinhas e chinelos muito planos; Alongar antes de sair da cama, reduzindo a fisgada matinal; Diminuir atividades de impacto durante crises; Manter-se ativo, respeitando os limites do corpo. Além disso, a avaliação conjunta com ortopedista e fisioterapeuta permite identificar o problema de origem, ajustar o tratamento e preservar a qualidade de vida em qualquer situação.

Cortar unhas em casa traz riscos para diabéticos
Pé Diabético

Cortar unhas em casa traz riscos para diabéticos

Para quem sofre com diabetes, pequenos machucados, que em outras pessoas cicatrizam rapidamente, podem evoluir para infecções graves e, em casos mais raros, até amputações. Um simples corte de unha feito de forma errada, por exemplo, pode ser o ponto de partida para complicações sérias. O endocrinologista Cláudio Ambrósio observa que o chamado pé diabético está relacionado a alterações na circulação sanguínea e na sensibilidade dos nervos. “Quando a glicose está descontrolada, qualquer machucado no pé demora mais para cicatrizar. Às vezes, o paciente nem percebe que se feriu porque não sente dor e isso facilita a piora da lesão”, explica. A podóloga Esther Assis acrescenta que a perda de sensibilidade, a má circulação e a cicatrização lenta tornam os pés extremamente vulneráveis. “Uma feridinha que seria simples para quem não tem diabetes pode se transformar rapidamente em uma infecção grave”, alerta. Corte inadequado pode trazer complicações Um dos principais problemas ocorre quando a unha é cortada de forma errada. Esther Assis cita como principais riscos: machucar a pele ao redor, causar encravamento, criar feridas que infeccionam rapidamente e aumentar as chances de complicações. “Se a unha encrava ou abre uma pequena fissura, a baixa circulação dificulta a cicatrização. Esse machucado pode virar porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em úlceras profundas e difíceis de tratar”, explica a podóloga. Cláudio Ambrósio acrescenta que, caso o corte cause sangramento ou ferimento, é preciso agir rápido. “Estanque o sangue, limpe bem a área com álcool absoluto e procure atendimento especializado. O médico ou enfermeiro vai avaliar se há necessidade de antibiótico e o melhor tratamento”, orienta. Sinais de alerta para atenção imediata Fique atento aos sinais de que algo não vai bem após cortar as unhas: Vermelhidão ou inchaço ao redor da unha; Dor ao tocar ou caminhar; Presença de pus, secreção ou mau cheiro; Pele machucada ou com sangramento; Unha crescendo torta, indicando encravamento. “Esses sinais indicam que o problema já está em evolução. Quanto antes o paciente procurar ajuda, maiores as chances de evitar complicações graves”, garante Esther. Quando cortar em casa pode ser seguro? De acordo com o médico, cortar as unhas em casa pode ser seguro quando o paciente não apresenta feridas ou deformidades nos pés. A podóloga complementa com algumas dicas de segurança: Use sempre tesouras ou alicates limpos e desinfetados; Corte a unha reta, sem arredondar os cantos; Não tire as cutículas; Não force a unha se ela estiver grossa ou difícil de cortar; Examine os pés depois para verificar se houve algum machucado. Caso não se sinta bem preparado para isso, é bom não arriscar. Aí é melhor procurar especialistas. Existem situações em que só o podólogo ou outro profissional deve realizar o corte, como nos casos de: Feridas abertas ou sinais de infecção; Unhas muito grossas ou deformadas; Histórico de encravamento frequente; Dor intensa ou pus; Complicações anteriores, como amputações ou feridas de difícil cicatrização. “O profissional tem técnica, material adequado e sabe quando encaminhar para o médico, se houver necessidade”, destaca Esther. Cláudio reforça ainda a importância do papel da família. “Muitas vezes, o diabético não percebe machucados devido à perda de sensibilidade. Por isso, cuidadores e parentes devem inspecionar os pés regularmente e, ao notar algo suspeito, buscar atendimento especializado imediatamente”, ensina. Cuidados diários que fazem a diferença Por fim, os profissionais lembram que, além do corte correto das unhas, hábitos simples ajudam a proteger os pés no dia a dia: Lave os pés diariamente e seque bem; Hidrate-os com produtos indicados por especialistas; Use calçados confortáveis e que não apertem; Evite andar descalço; Examine os pés todos os dias. Se tiver qualquer dúvida, busque seu endocrinologista ou podólogo de confiança.

Neuroma de Morton: ‘pedrinha no sapato’ é alerta
Neuroma de Morton

Neuroma de Morton: ‘pedrinha no sapato’ é alerta

A dor na parte frontal do pé que parece uma “pedrinha no sapato” é um relato clássico de quem tem Neuroma de Morton. O problema envolve um nervo entre os dedos que sofre pressão repetidamente, gerando desconforto, queimação, formigamento ou fisgada, que piora com calçados apertados e costuma aliviar ao ficar descalço. “Neuroma de Morton é uma inflamação com espessamento de um pequeno nervo entre os ossos do antepé. Na prática, acontecem compressão e espessamento ao mesmo tempo”, diz o ortopedista Mateus Jerônimo. Significa que o espaço reduzido comprime o nervo, a pressão contínua o engrossa e inflama, e o aumento de volume amplia ainda mais a compressão - um ciclo que explica a persistência da dor. “O nervo inflamado forma uma pequena saliência na planta do pé. Quando a pessoa apoia o peso, essa área é pressionada entre os ossos e o chão, gerando a sensação de ter uma pedrinha dentro do calçado, mesmo descalço”, acrescenta o médico. O que evitar Conforme aponta o especialista, alguns fatores aumentam a chance de desenvolver a condição. Entre os principais estão: Usar sapatos de bico fino ou salto alto, que comprimem os dedos; Estar com excesso de peso, que sobrecarrega o antepé; Ter alterações no formato do pé, como pé plano ou cavo, joanete e dedos em garra; Praticar atividades de impacto (corrida, dança, esportes com salto); Passar longos períodos em pé, sobretudo com calçados rígidos. É fundamental evitar esses hábitos e, se possível, pensar em alternativas para cada um deles. No caso dos calçados, por exemplo, vale trocar o bico estreito pelo mais largo e o salto alto pelo baixo, de até 3 centímetros, com solado macio e palmilhas de apoio central, que ajudam a distribuir o peso e reduzem o atrito. Mateus Jerônimo também observa que, em atividades de impacto, especialmente corrida, a frente do pé absorve grande parte da carga. “Por isso, é decisivo usar tênis com bom amortecimento e espaço para os dedos, além de ajustar o volume dos treinos, evitando aumentos bruscos”, orienta. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico é clínico. Ou seja, é essencial ir ao ortopedista, que identifica a queixa típica e localiza o ponto doloroso ao pressionar o espaço entre os dedos. Exames como ultrassonografia e ressonância magnética confirmam o espessamento do nervo e afastam outras possibilidades, se houver dúvidas. A boa notícia é que, na maioria dos casos, a solução também é clínica e bastante eficaz. O especialista destaca as seguintes medidas: Troca de calçados por modelos mais confortáveis e largos; Uso de palmilhas ortopédicas com apoio metatarsal; Fisioterapia para fortalecer a musculatura do pé e equilibrar as cargas; Prescrição de medicamentos e infiltrações para reduzir a inflamação e aliviar a dor. “A cirurgia só é considerada quando a dor persiste, de 3 a 6 meses, apesar do tratamento clínico. O procedimento libera o nervo ou remove a área mais afetada, conforme a avaliação médica”, acrescenta Mateus Jerônimo. Por último, cabe ressaltar que, embora raro, o Neuroma de Morton pode voltar mesmo após a cirurgia. O ortopedista observa que alguns pacientes acabam desenvolvendo uma cicatriz sensível no local, portanto, é fundamental manter as medidas de controle e proteção.

A culpa é do salto? Veja motivos para o pé cavo em mulheres
Pé Cavo

A culpa é do salto? Veja motivos para o pé cavo em mulheres

O pé cavo é uma condição caracterizada pelo aumento do arco na sola do pé, que reduz a área de contato com o chão. Essa alteração pode ser leve e apenas uma variação anatômica ou estar associada a doenças neurológicas. Em ambos os casos, a atenção aos sintomas e aos cuidados diários é fundamental para evitar dor e complicações. Será que o salto usado por mulheres têm influência nisso? O diagnóstico para pé cavo é feito, principalmente, por exame clínico, complementado por radiografias. Quando necessário, são aplicados exames específicos, como a baropodometria, e feitas investigações neurológicas. “Essas avaliações ajudam a identificar se o caso é apenas uma variação anatômica ou se tem origem patológica, o que influencia diretamente no tratamento”, observa o ortopedista Ernane Bruno Osório, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE). Conforme ele explica, o aumento do arco deixa a pisada diferente, com menor contato do pé com o chão. “Dependendo da causa e do grau, pode trazer desconfortos e dores, além de exigir uma análise cuidadosa para definir o cuidado mais adequado”, esclarece ele, especialista em Cirurgia e Medicina de Pé e Tornozelo. A causa precisa ser descoberta As principais causas do pé cavo estão relacionadas a fatores neurológicos. A mais comum é a doença de Charcot-Marie-Tooth, que provoca desequilíbrio muscular, enfraquecendo alguns músculos. Esse descompasso resulta no aumento do arco, flexão dos metatarsos e inclinação do calcanhar para dentro, ou seja, o pé cavo varo. Ainda de acordo com o médico, outras causas incluem a poliomielite – hoje menos frequente graças à vacinação – e o pé cavo sutil, uma variação mais leve da anatomia, que não tem origem patológica. É fundamental identificar a causa para poder desenhar o tratamento, já que são distintos. Impacto do salto alto Antes de culpar o salto, Ernane Bruno Osório lembra que a prevalência da condição entre homens e mulheres é a mesma. Logo, usar calçados elevados não vai aumentar o arco do pé, mas pode, certamente, piorar sintomas de quem já convive com a doença. Isso acontece porque, na anatomia do pé cavo, os metatarsos ficam naturalmente mais inclinados para baixo, concentrando pressão na parte frontal do pé. “Quando a paciente usa salto, essa sobrecarga aumenta ainda mais, causando dor intensa, calosidades e até feridas espessas, chamadas de hiperqueratoses”, esclarece. Além disso, o calcanhar inclinado para dentro favorece uma pisada supinada (externa), aumentando a propensão a entorses de tornozelo, por exemplo. Outro ponto de atenção são os dedos em garra, deformidade comum em casos mais graves. O uso repetitivo de saltos, principalmente os de bico fino, pode piorar essa condição, pois comprime ainda mais os dedos e intensifica a dor. Tipos de salto que mais prejudicam Certo modelos de saltos podem ser piores que outros. Nesse contexto, os altos e finos são tidos como os mais prejudiciais, com maior sobrecarga. Já a anabela, com seu solado rígido e com diferenças de tamanho, pode causar menos problemas e, dependendo da doença, até ser indicada. “Os calçados estreitos na parte frontal são os que mais devem ser evitados, pois comprimem os dedos e pioram as deformidades”, alerta o especialista. Sintomas que merecem atenção O pé cavo pode ser assintomático, mas quando começa a causar problemas, alguns sinais se tornam frequentes, como: Dor na região frontal do pé, chamada metatarsalgia; Calosidades na sola, principalmente na parte da frente; Entorses recorrentes por conta da pisada supinada; Dor ou lesões nos tendões fibulares, na lateral do tornozelo. Em casos mais graves, pode ocorrer tendinopatia, que é um desgaste dos tendões. O médico alerta ainda que entorses repetidas podem levar à instabilidade do tornozelo e exigir, em algumas situações, cirurgia corretiva, tanto do tornozelo quanto do próprio pé cavo. Cuidados e tratamento Para mulheres que apresentam sintomas, o primeiro passo é procurar um ortopedista especializado em pé e tornozelo. Em casos neurológicos, o tratamento deve ser multidisciplinar, com acompanhamento também de um neurologista. Entre os cuidados gerais estão: Evitar saltos altos e sapatos apertados; Fortalecer a musculatura dos pés; Alongar a musculatura posterior da perna; Dar preferência a tênis adequados. O ortopedista acrescenta que o uso de palmilhas pode ajudar, não para corrigir o formato do pé, mas para acomodá-lo melhor dentro do calçado e distribuir o peso de forma mais equilibrada. A ajuda médica deve acontecer em casos de dor intensa, calosidades que não melhoram, deformidade visível nos dedos ou entorses frequentes. "É essencial diferenciar se estamos diante de um pé cavo patológico ou apenas de uma variação anatômica leve. O acompanhamento médico garante o diagnóstico correto e a definição dos melhores cuidados”, finaliza Ernane Bruno Osório.

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